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Fique atento aos búfalos e aos consultores selvagens

Data de publicação 30/05/2012

 

Esta é a história sobre um encontro assustador entre um dos mais experientes consultores administrativos e um dos animais selvagens mais perigosos. A ação teve início duas semanas atrás, quando várias centenas de sócios da consultoria Bain se dirigiram, em uma "missão de liderança", para a Índia, comandada pelo novo presidente da companhia, Bob Bechek.

As missões, conforme sabemos, são uma coisa perfeitamente normal para os chefes da Bain: Mitt Romney, que já comandou a firma, está em uma para se tornar presidente dos Estados Unidos. Mesmo assim, a missão de Bechek é ainda mais ambiciosa, uma vez que pretende fazer um monte de consultores distintos entenderem a Índia.

Assim, toda a cúpula da companhia se reuniu em Nova Déli, onde se dividiram em pequenos grupos. Bechek e dois outros se viram perambulando no meio do nada e justo quando estavam inspecionando aquele canto do ex-império britânico, o império contra-atacou.

A grande criatura ficou irritada ao se deparar com os consultores administrativos: ela abaixou os chifres e atacou a mulher do grupo. Bechek e os outros conseguiram distrair o animal e a mulher escapou com uns poucos arranhões, mas a situação poderia não ter terminado bem.

Não é a primeira vez que informo uma criatura selvagem perigosa atacando titãs corporativos ocidentais que se aventuram por territórios desconhecidos. Seis anos atrás, escrevi uma história parecida; a única diferença é que eu a inventei na ocasião.

Eu havia decidido fazer Martin Lukes, o executivo fictício que escrevia uma coluna no "Financial Times", liderar um grupo para Svalbard para inspecionar o derretimento da calota de gelo. Uma vez lá, Lukes levou a colega Cindy Czarnikow para um passeio de trenó. Tudo ia bem até que um urso polar demonstrou interesse por Cindy e Martin abateu a criatura, emitindo posteriormente um press release em que se autocongratulava pela bravura demonstrada.

Há algumas pequenas diferenças entre as duas histórias. O búfalo, até onde sei, ainda está vivo, e a Bain não emitiu nenhum comunicado à imprensa: na verdade, suspeito que ela preferiria ter mantido o "Buffalogate" em segredo. Somente quando questionei à queima-roupa a companhia confirmou que uma sócia havia sido atacada. Uma porta-voz me disse por e-mail: "Todos na Bain estão felizes, pois a sócia ferida está se recuperando rapidamente e está muito agradecida a Bob e aos outros por eles terem agido rapidamente, minimizando os ferimentos".

Apesar de o episódio ter sido terrível para a mulher envolvida, ele levanta algumas questões profundas sobre a natureza da atividade de consultoria. A primeira diz respeito ao excesso de confiança de que deixar alguns consultores graduados se perderem na Índia rural vai fazer alguma diferença em alguma coisa- além da expectativa de vida dos envolvidos.

O incidente também faz as pessoas imaginarem o que nos consultores despertou a atenção do búfalo. Pensei muito sobre isso e suspeito que o animal viu a Bain como um tipo de concorrente. Afinal de contas, há muitas similaridades entre os dois grupos. Primeiro, tanto búfalos como consultores cobram um preço caro (embora, felizmente, no caso do búfalo envolvido no incidente o preço tenha se limitado a ferimentos em um braço e uma perna).

Em segundo lugar, ambos são mais felizes em grandes grupos: o número de sócios da Bain reunidos em Nova Déli foi mais ou menos o de uma manada típica de búfalos. Terceiro, os consultores, assim como os búfalos, não são muito bons de audição e visão. Quarto, eles passam a maior parte do dia ruminando. E, finalmente, assim como os animais selvagens, eles se alimentam daquilo em que conseguem botar os dentes, às vezes fazendo estragos consideráveis.

Acima de tudo isso, a história da Bain e o búfalo faz a gente questionar o sentido das viagens de negócios. Atravessar o mundo de avião a trabalho sempre foi prejudicial à saúde. Isso faz as pessoas se sentirem gordas e sedentárias, é ruim para a pressão sanguínea, para o sono e para os casamentos.

Mas esta história mostra que esses efeitos mundanos são apenas o começo: viajar a trabalho também pode afetar você de maneiras mais exóticas. Dias antes de tomar conhecimento do incidente com o búfalo, li outra história sobre os estranhos perigos das viagens a negócios para a saúde.

Na Austrália, uma mulher estava fazendo sexo no quarto de um hotel durante uma viagem de negócios e ficou machucada quando a luminária de vidro do quarto despencou sobre ela. Uma corte de justiça decidiu que o acidente aconteceu enquanto ela estava a trabalho, e assim ela foi ressarcida pelos danos sofridos. Terei eu inventado esta história também? Esse é um mundo engraçado, onde não há diferença entre a verdade e a ficção. Deixo o julgamento a seu cargo.

Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira

Fonte: Valor Econômico

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