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Para onde você está conduzindo sua carreira?

Data de publicação 17/05/2012

Como conduzir minha carreira? As respostas para essa dúvida são muito importantes para qualquer pessoa. Confira abaixo os principais pontos para responder essa dúvida.

 

Tenho falado muito, em palestras e com clientes, sobre condução e planejamento de carreira, dois temas que tem tudo a ver com stress e qualidade de vida. A abordagem não traz nada de muito novo ou revolucionário, a não ser uma cutucada forte no tripé iniciativa/autoconhecimento/disciplina. Vamos a ela.

Acho espantosa a falta de iniciativa de muitos profissionais. Ao mesmo tempo que aplicam todo seu rigor e tenacidade no trabalho, no que deve ser feito e entregue, na pontualidade e dedicação profissional, pouco ou nada fazem por sua vida pessoal e seu planejamento de carreira. As semanas viram rotinas tediosas de esforço profissional e reclamação pessoal, sem que se faça muito para mudar, para transformar, para redirecionar o trabalho, a carreira e também a vida pessoal. Não está feliz com seu trabalho? Não está aprendendo nada de novo? Tem produzido pouco ou quase nada que se orgulhe? Sua remuneração está aquém do que acha que seu trabalho vale (aqui o exercício de bom-senso é ainda mais importante)? Não se sente sintonizado com seu emprego atual, com o time com quem trabalha ou a empresa onde atua? Se você respondeu “sim” a qualquer uma das perguntas anteriores, responda à esta: o que você tem feito, nos últimos 90 dias, para mudar esta situação?

O primeiro passo é um exercício profundo e verdadeiro de autoconhecimento, de autoanálise. O que gosta e o que não gosta do que faz hoje no trabalho é um começo. Mas tem que ser por escrito. Escrever cria outra dinâmica, pois além de exigir mais reflexão, gera registro e reavaliação posterior. A partir da constatação do que gosta/não gosta, comece a pensar (e escrever) sobre o que quer mudar. Aqui, junto com o autoconhecimento, entra o planejamento de carreira. Ao lado de cada intenção de mudança, crie uma coluna para o “como”, tentando descrever o que você precisa fazer para iniciar o processo de mudança (exemplo: se quer deixar de lado as tarefas burocráticas da sua posição, você pode: (a) tornar isso oficial junto ao seu chefe ou RH da empresa e se candidatar a uma nova função; (b) fazer uma pós que poderá gerar um upgrade profissional, e assim por diante).

Só que não adianta nada começar a planejar as mudanças se você não sabe para onde quer ir. É preciso estabelecer um objetivo de médio prazo. Aonde você quer chegar em 3 a 5 anos na sua carreira? Um exercício muito interessante, que pode preceder o estabelecimento dos objetivos, é a avaliação do grau de satisfação com sua posição atual, na perspectiva de 5 anos atrás. Ou seja, se voltássemos a 2007 e você fosse planejar sua carreira para dali a 5 anos, você colocaria seu status atual de trabalho e carreira como um objetivo a ser perseguido? Se não, o que poderia ter feito de diferente? A partir desta primeira parte, comece a delinear mais claramente onde quer estar em 2017, quais seus objetivos, o que precisa mudar e o que precisa fazer para colocar seu plano de ação em prática.

Outro ponto que me assusta é a falta de disciplina que as pessoas tem com sua vida pessoal e carreira. Isso diz respeito ao equilíbrio entre trabalho e stress, entre vida profissional e pessoal, entre situação atual e planejamento de carreira. Acredito que se colocarmos algo como 20% ou 1/5 de nosso foco e disciplina profissional na vida pessoal, no planejamento de carreira, certamente teremos mais chance de sucesso e felicidade. Um bom exercício para o plano de ação, e que tem ligação com a questão da disciplina, é o do SWOT pessoal. SWOT, como se sabe, vem do inglês Strengths/Weaknesses/Opportunities/Threats (Pontos Positivos/Pontos Negativos/Oportunidades/Ameaças). Os dois primeiros são perspectivas internas e os dois últimos, externas. Fazemos isso para produtos, serviços, análises de cenário e etc. Mas o exercício aqui é colocar você e sua carreira como pontos centrais. De novo, por escrito, de forma honesta e com iniciativa. Quais seus pontos positivos? E quais os negativos? Estes dizem respeito ao seu aspecto interno, ou seja, você como profissional. E na perspectiva externa, do cenário, do entorno, quais as oportunidades e ameaças em sua carreira? Aqui entram os aspectos ligados à equipe que você tem, à sua empresa, ao segmento onde atua. A partir disso, o que você pode fazer para minimizar seus pontos negativos e maximizar as oportunidades no ambiente externo? Tudo isso é parte de planejamento de carreira. Para funcionar, tem que ser feito de peito aberto, com rigor e vontade, com esmero analítico e registro, por escrito, com a mesma disciplina e seriedade usadas para o trabalho.

A partir destes exercícios você terá uma boa análise sobre si mesmo, seu status atual de carreira, para onde quer ir e como pode começar a se mexer. Mais do que isso, terá um documento escrito, que poderá (e deverá) ser reavaliado constantemente, ao menos uma vez a cada 3 meses. Pois da mesma forma que aplicamos reavaliações periódicas aos planos de ação do trabalho, devemos medir o nosso progresso e eficiência relacionados ao planejamento de carreira. Se você traça um objetivo para daqui a 3 anos, isso significa fazer por volta de 12 reavaliações (uma a cada trimestre), com atualizações e sintonia fina do plano original.

Como escrevi no início, trata-se de um tripé de grande valor para o planejamento de carreira: iniciativa/autoconhecimento e disciplina. Algo que não é usual para muitos profissionais, tampouco fácil de ser posto em prática. Você pode fazer isso sozinho, ou com o auxílio de um profissional especializado, um coach. Mas não deixe de fazer. Os benefícios são certos.

Não espere ser chamado por um headhunter (caçador de cabeças, na tradução literal) para mudar seu destino, rever sua satisfação no trabalho atual ou renegociar sua posição na empresa atual. Aja agora, proativamente. Seja seu próprio fatehunter (caçador de destino).

Você deve achar o melhor em si mesmo e trazê-lo à tona.

Isto é o que lhe é dado – uma vida para viver.

Marx nos ensina a culpar a sociedade por nossas fragilidades;

Freud nos ensina a culpar nossos pais por nossas fragilidades;

A astrologia nos ensina a culpar o universo.

O único lugar onde podemos procurar a culpa é no interior: você não teve a coragem de revelar sua lua cheia e viver a vida que era o seu potencial.

Joseph Campbell

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